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Como ajudar crianças dependentes de droga
- A Excola (Rio de Janeiro, Brasil) baseia o seu trabalho na premissa de que a droga é mais uma necessidade para se sobreviver na rua do que um vício. Esta visão permite-lhe lidar com as crianças sem julgamentos prévios e ter como objectivo melhorar a sua condição em vez de as curar. Os educadores de rua promovem jogos e desportos que sejam mais fáceis de praticar se não se consumir droga. Desta maneira, pretendem transmitir que as crianças podem viver umas horas sem droga. Eventualmente, as horas sem droga aumentam e, no fim, a Excola celebra uma opção face à rua.
Escreva a Carlos Bezerra, excola@alternex.com.br
- El Caracol (Cidade do México) utiliza uma técnica chamada redução do dano. Esta filosofia, desenvolvida na Holanda, reconhece que nenhum toxicodependente se vai curar da noite para o dia, e que muitos não se querem curar. Por isso, a função do educador é ajudar a criança a preservar a sua vida até que esteja pronta a mudar. Isto é, dá seringas esterilizadas aos dependentes de heroína, diz às crianças que fumar marijuana pode ser mais seguro do que usar crack ou cocaína e que se podem encontrar modos de usar drogas sem se ter overdoses. Durante este processo constrói-se uma relação de confiança entre a criança e o educador que pode facilitar o fim da adição.
Escreva a Martín García Pérez, caracol@supernet.com.mx
- Niños de Papel (Bucaramanga e Cartagena das Índias, Colômbia) ganhou o Prémio Rainha Sofia contra as Drogas em 2001 pelo seu bem sucedido programa de reabilitação. O projecto mantém uma quinta nos arredores de Cartagena, na qual as crianças podem acostumar-se à vida sem drogas.
Escreva a Vicente Riccardi, Presidente vriccardi@ninosdepapel.org
- A Escola dos Meninos e Meninas do Parque (Brasília, Brasil) descobriu que os meninos e meninas deixam a cola quando cuidam da sua imagem e quando a sua auto-imagem melhora. Assim, a Escola toma muita atenção à postura, à moda e aos espelhos.
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