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CEDEP

O CEDEP começou nos anos 80 ajudando migrantes rurais que chegavam à Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina.

Desde então, tem transformado seu objetivo de acordo com as mudanças de necessidades das pessoas pobres. Seu trabalho sempre deu ênfase à recuperação da dignidade e da justiça, e agora mesmo, sua frente de trabalho são as crianças de rua e as crianças em alto risco de exclusão social.

A teologia da libertação anima e inspira o CEDEP. Seu trabalho concentra-se em comunidades de base que promovem lideranças locais para que os pobres se vejam como sujeitos e protagonistas da história. No trabalho com crianças, o CEDEP afirma-se com valores como a identidade, a historia e a cultura de comunidades pobres e minoritárias. Baseados no descobrimento de que muitas crianças se fixam na rua porque odeiam ou desconhecem sua identidade, o CEDEP deseja que elas reconheçam suas forças e seus poderes para que adquiram mais consciência de sua presença e, por ende, sua dignidade.

O CEDEP acredita que o reconhecimento é fundamental na infância, pois se as crianças são invisíveis para suas famílias e suas comunidades, partirão para onde alguém os veja e os atenda, ou seja, para a rua.

Da mesma forma, o CEDEP capacita pais e escolas para que as crianças sejam levadas em conta e para que se promovam atividades onde elas sejam os protagonistas.

Um exemplo deste interessante projeto é um intercâmbio feito com uma escola da Itália. Os estudantes de ambos os países escrevem uns aos outros sobre suas vidas e suas diferentes culturas. As crianças brasileiras se emocionam muito diante das novas possibilidades de intercâmbio pelo qual, para surpresa deles, há elementos que se tornam invejados por parte da comunidade italiana. Esse tipo de estímulo motiva as crianças a, por exemplo, reconhecer em seu samba uma dança única e autêntica, bem como reconhecer em suas pipas feitas com material reciclável, uma prova de criatividade. O mesmo ocorre com o futebol, suas praias... enfim, com todos aqueles recursos que antes não eram reconhecidos como “seus” e, portanto, não eram vistos como recursos de importância vital.

O CEDEP confirma que esta experiência tem contribuído para que as crianças resistam à negação e ao maltrato de sua expressão cultural e que, ao contrário, integrem à sua existência uma razão a mais para viver.

Quatrocentas crianças em várias favelas são atendidas pelos serviços do CEDEP.

Contactos: César y Miguel

Visconde de Ouro Prêto 308
Terreo do Sindicato dos Bancários
Sala A
Florianópolis, Santa Catarina
88020-040

cedep@portadigital.com.br


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