Camino Seguro (Caminho Seguro)
O Caminho Seguro educa, alimenta e providencia serviços essenciais a crianças entre os 4 e os 16 anos que se vejam forçados a viver na lixeira municipal da cidade da Guatemala e a meninos da Zona 3, perto da lixeira. Na lixeira vivem milhares de famílias que sobrevivem do lixo: é a sua comida, a sua roupa e, em muitos casos, a sua casa. Segundo estatísticas não oficiais, a taxa de mortalidade infantil neste lugar pode chegar aos 50% (metade das crianças morre antes de cumprir um ano). São poucas as famílias que têm água, luz, assistência médica, educação ou acesso a qualquer outro serviço social.
O Caminho Seguro presta serviços a mais de 325 crianças em idade escolar, pré-escolar e infantários. Presta ainda serviços a muitas outras crianças num programa informal que tem lugar da parte da tarde. No programa as crianças recebem almoço, apoio para a entrada na escola, assistência médica e terapia lúdica. O programa trabalha em 12 escolas públicas visando combater a descriminação contra as crianças pobres e formalizar o apoio escolar, para que as crianças tenham sucesso nas escolas públicas. O Caminho Seguro também tem um programa de formação em carpintaria.
As famílias das crianças que participam no programa recebem também alimentação e formação que lhes ensina a serem pais. Existem vários trabalhdores sociais que ensinam as famílias dentro das suas casas e das suas comunidades. Os trabalhadores sociais também ajudam a derrubar as barreiras que dificultam a assistência médica às crianças e às suas famílias.
Para o Caminho Seguro a luta mais difícil é travada com os pais das crianças e as direcções das escolas. Uma grande quantidade de pais são adictos de cola ou alcoólicos e poucos sabem como criar devidamente as crianças. Nas escolas há preconceitos e por isso as direcções não querem que as crianças da lixeira as frequentem. Face a esta atitude o Caminho Seguro medeia o conflito, assegurando que os direitos das crianças sejam respeitados.
Na lixeira o Caminho Seguro tem um centro de apoio escolar, vários educadores profissionais e uma grande equipa de voluntários internacionais. A paróquia local doou um espaço ao Caminho Seguro (uma igreja abandonada nas proximidades da lixeira e do centro comunitário da paróquia); também foi doado um outro espaço para a instalação de um centro de dia. Os voluntários, a maior parte provenientes da Escola Espanhola de Antigua , são essenciais para o funcionamento do programa, embora também exista um pequeno número de profissioniais.
O Caminho Seguro também tem quatro lares, três na cidade e um em Antigua, a uma hora da sede.
Uma revista norte americana, The World and I, publicou um artigo sobre este programa em Janeiro de 2003. O artigo está disponível carregando aqui: http://www.worldandi.com/newhome/public/2003/january/lfpub2.asp.
Os meninos chegam ao projecto através dos seus amigos e, por vezes, através de trabalhadores do Estado ou pessoas solidárias.