Capitães de Areia
Em 1984, quando se aproximava o fim da ditadura uruguaia, a comunidade franciscana começou a trabalhar com ex-presos políticos e exilados que haviam retornado ao país. Quando essas pessoas já estavam reintegradas a vida nacional, os religiosos começaram a buscar novos desafios e decidiram trabalhar com comunidades marginalizadas: prostitutas, minorias étnicas e crianças de rua.
O Lar Capitães de Areia é o fruto deste compromisso. Foi fundado em 1987, quando as crianças de rua de Montevidéu ainda eram poucas e, embora tivessem vínculos familiares, muitas vezes precisavam de um refúgio durante a noite. Naquele tempo, ofereceram também apoio escolar e muito afeto para os poucos menores carentes que existiam para aquela época.
Nos anos 90, o problema aumentou e Capitães de Areia começou a funcionar como um lar. Embora o Uruguai tenha um bom estado de bem-estar social e haja lares estatais, muitas crianças fugiram e o Lar Capitães de Areia recebeu muitas crianças que o INAME (Instituto Nacional do Menor) não podia atender.
Atualmente, o lar possui um convênio com o Estado para alojar e alimentar dezoito meninos. Dois pais substitutos estão a cargo da casa e um grupo de educadores, assistentes sociais e psicólogos ajudam com o trabalho. No caso dos meninos mais novos, a meta é recuperar a infância e, no caso dos mais velhos, prepará-los para a vida.
Os meninos freqüentam a escola formal e recebem apoio escolar no Lar. O trabalho gira em torno das perspectivas das capacidades e fortalezas dos meninos. Da mesma forma, valoriza os conhecimentos de economia e matemática que os meninos adquiriram nas vendas de rua e reivindica suas habilidades para julgas as pessoas. Igualmente, recupera a partir da ecologia o trabalho de reciclagem que as crianças fazem para sobreviver.
Capitães da Areia tem um bom relacionamento com os vizinhos, criado com o tempo de trabalho. Antes de instalar a sede onde agora se encontra, os diretores consultaram os vizinhos. Ao mesmo tempo, ensinaram os meninos a serem amáveis e manter relações cordiais com eles.
A jardinagem também é uma parte importante do trabalho de Capitães de Areia. Os meninos são capacitados para o mercado de trabalho e, vez por outra, lhes é permitido gerar outro tipo de renda.
Contacto: Jair Barreto
208 2677
capitanes@sicoar.uy
José Nasizzi 982
Barrio Bellavista, Montevideo, Uruguay
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