 |
|
Como envolver a comunidade em projectos para crianças de rua
- A EDNICA (Educación con el Niño Callejero, Cidade do México) dá formação a redes sociais locais que trabalhem com crianças de rua. A EDNICA escolhe uma ONG de entre as existente em comunidades que tenham crianças de rua. Esta ONG torna-se o seu parceiro local. A EDNICA dá formação aos líderes da ONG e durante algum tempo trabalha em conjunto com ela. Depois a EDNICA mantém uma ligação com a ONG, mas apenas num papel de aconselhamento. A EDNICA também ensina a população local (aqueles que têm pequenas empresas, padres, vendedores de rua e pessoas que vivem na rua) a melhorar a vida das crianças pobres.
Contacte Carmen Echeverría, ednica@laneta.apc.org
- A Associação Comunitária Monte Azul (São Paulo, Brasil) constrói redes comunitárias dentro das favelas, trabalhando para desencorajar as crianças a optarem por viver na rua. O projecto também criou infantários nas comunidades, os quais oferecem formação profissional, terapia familiar e actividades especiais para crianças.
Contacte Renate Keller, Renate@monteazul.org.br
- O Projecto Miguilim (Belo Horizonte, Brasil) é um programa municipal multifacetado que serve de ponto de ligação entre os grupos comunitários ao mesmo tempo que funciona como ONG e providencia financiamento para diferente albergues e outros programas. Uma das suas actividades mais interessantes é o seu trabalho com a polícia local: existe actualmente um batalhão de polícia especial para casos relacionados com crianças de rua, centrado na protecção dos seus direitos humanos e que tenta retirar as crianças da rua. Este programa tornou-se um modelo para outros departamento da polícia na cidade. A ACJ (Bogotá, Colômbia) também foi bem sucedida ao seguir um modelo semelhante, apesar de ser financiado apenas por recursos privados.
Contacte:
Marcio ou Marcos Aníbal, Miguilim, <Miguilim@pbh.gov.br>
ou a Gloria Hidalgo de la ACJ, acjbta@col1.telecom.com.co
- A Fundação Abrinq (São Paulo, Brasil) organiza uma rede de comerciantes, indivíduos e ONGs dedicados aos direitos das crianças. As ONGs recebem assim financiamento para o seu trabalho e os comerciantes podem ajudar adequadamente as crianças que visitam as suas lojas.
Contacte Itamar Batista Gonçalves, itamar@fundabrinq.org.br
- A Municipalidad de Mendoza (Mendoza, Argentina) abandonou o seu velho modelo de refúgios e trabalho de rua a favor do suporte de ONGs que trabalham nos bairros dos arredores da cidade. Em um ano, reduziram o número de crianças de rua em 80%.
Contacte Sergio Reynoso, Serfareynoso@hotmail.com
- Gurises Unidos (Motevideo, Uruguai) ensina a população local a tirar proveito dos recursos governamentais, a obter documentos de identificação para as crianças e a obter ajuda para famílias em crise.
Contacte Jorge Freyre, gurises@chasque.apc.org
- O EDIAC (México), com a ajuda das crianças locais, envolve toda a comunidade (pessoal da indústria hoteleira, empregados de mesa, vendedores de rua e famílias) na luta para acabar com a prostituição infantil.
Contacte Norma Negrete, negreteagua@hotmail.com
- Para Mi Cometa (Guayaquil, Equador), a comunidade local é a chave para prevenir que as crianças saiam de casa. Esta ONG organiza mingas, grupos que trabalham para melhorar as casas dos pobres da comunidade. O programa também organiza meninos em grupos que desenvolvem actividades políticas ou que apenas brincam. Tem também projectos ecológicos que visam melhorar a qualidade de vida nos bairros. Em todas as suas actividades a comunidade é o seu centro de atenções.
Escreva a César Cárdenas, micometa@on.net.ec
- O CEDRO (Lima, Peru) ajuda jovens e as suas famílias a reconhecerem o seu potencial, envolvendo-os na construção de sistemas de provisão de água e drenagem e doando pequenas bibliotecas a mães que podem assim ensinar os seus filhos a ler. Nas comunidades marginais da cidade, o programa tem sido muito bem sucedido em prevenir que as crianças saiam de casa.
Contacte Mónica Ochoa: mochoa@cedro.org.pe
|
|