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Lições Aprendidas da Experiência da Guatemala

  1. O conflito civil pode levar à matança das crianças de rua. Depois de uma guerra civil, as forças de segurança, já acostumadas a matar e convencidas da eficácia de uma ideologia de “limpeza social”, dirigem a sua atenção para as crianças de rua. As crianças de rua são consideradas agentes de desordem porque são “sujas” e “perigosas”. Recebem o nome de “cancro” ou “peste”, conceitos que haviam sido utilizados na luta contra a guerrilha.

    Para as forças de segurança – cuja razão de ser é a manutenção da ordem – é fácil decidir que a limpeza do espaço público exige a exclusão das crianças de rua. Este tem sido o pretexto adoptado para as matar.

    A Casa Alianza documentou a matança de mais de 300 crianças guatemaltecas, a maioria das quais por forças de segurança (privadas ou públicas).

  2. Os voluntários como opção face à falta de receitas. O Camino Seguro e o EDELAC dependem da participação de voluntários para levar a cabo o seu grande trabalho. Assim, é possível ver o quanto se pode fazer com poucas receitas.

    Voluntários internacionais, que depois regressam ao seu país de origem, são uma boa fonte de receitas. Para além disso, o conhecimento de outras culturas traz uma perspectiva mais ampla às crianças.

    No entanto, o voluntariado raramente vai além do assistencialismo e carece de metodologias para a consolidação de relações de longo prazo.

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