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Raízes

No Chile, Raízes é o centro mais importante de luta contra a prostituição infantil e a exploração sexual. Pretende ser um modelo para futuras políticas do Estado, assim como fortalecer organizações de base e promover a autonomia dos jovens. Seu projeto de maior destaque, fundado pelo Serviço Nacional do Menor (SENAME), se propõe a pesquisar o comércio sexual infantil e capacitar as meninas em sua proteção e resistência. O projeto inclui 60 adolescentes e sete pesquisadores-trabalhadores.

Na América Latina, o Chile talvez seja um dos países que mais se recusam a abordar esta problemática. Até a pouco tempo atrás, o SENAME havia se recusado a trabalhar neste campo, argumentando não se intrometer em “coisas privadas”. Os meio de comunicação, por sua vez, desempenham um papel pequeno diante do problema, e há poucas ONGs que abordam este assunto.

Não bastasse o pesar dessa situação, Santiago tem um grande problema de prostituição infantil, especialmente nos bairros pobres, aonde os homens ricos vão para buscar sexo com meninas.

Raízes também está presente em La Chimba, um bairro ao norte de Santiago, onde muitas prostitutas adolescentes trabalham na rua durante as noites e madrugadas. Ao que parece, há poucos cafetões e bordéis, o sistema é pouco organizado, e as meninas mais velhas se encarregam de ensinar o ofício às mais novas. Entre elas, pouco se conhece sobre DSTs e, menos ainda, sobre AIDS. O uso de preservativos também não é freqüente.

As técnicas de abordagem neste caso, são:

  1. Nas conversas e laboratórios feitos em escolas e outras instituições, se levam em conta alguns indicadores tais como sedução, relações eróticas com adultos, brincadeiras de caráter sexual com bonecas, relações avançadas com adultos, e comportamento sexualmente provocativo e manipulador. Outros indicadores considerados são o trabalho exercido pela mãe e a presença de muitos homens no lar, entre outros.
  2. As meninas com indícios de exploração sexual são convidadas para sessões individuais, onde o trabalho é mais terapêutico e afetivo, com o objetivo de se fazer um diagnóstico.
  3. A última parte do trabalho é a mais longa e flexível, de acordo com cada caso. Pode ser uma terapia, redução de dano, treinamento familiar, envio a um lar e terapia lúdica ou artística.

Atualmente, Raízes deseja sistematizar seu trabalho para ver de que modo pode ser um modelo para futuros programas do SENAME.

En 2008, Raices mandou para mós uma atualização da sua programação. Pode ler aqui.

Moneda 812 Of. 1014
Santiago Chile

www.ongraices.org

Fono/Fax: +56 2 639 03 93

Denise Araya Castelli, Directora

raices@tie.cl


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