Como captar recursos sustentáveis? Como evitar dependência das fundações e do Estado?
1. A Edelac (Escola de la Calle, Quetzaltenango, Guatemala) recebe mais de metade das suas receitas anuais de Quetzaltrekkers, uma empresa de turismo ambiental gerida por voluntários norte-americanos e europeus. Esta empresa dá os seus lucros à Edelac e estabelece contactos com potenciais doadores. Igualmente importante é o facto de as crianças da Edelac receberem formação como guias ambientais, talvez o trabalho mais rentável em Quetzaltenango.
Escreva a Guadalupe Pos, asoedelac@xela.net.gt
2. A Asociación Ayuda a un Niño (Caracas, Venezuela) presta serviços a cem meninos e meninas em 10 casas sem ajuda institucional. Os seus rendimentos provêm de doadores particulares e de empresas, motivados pela transparência da organização e das ideias criativas da sua fundadora.
Escreva a Irma de Schoffel, asoayudanino@mipunto.com
3. O El Caracol (Cidade do México) colabora com a Universidade Autónoma do México para patrocinar diplomas em educação de rua. Para além de disseminar o seu espectacular conhecimento, este programa ajuda o Caracol economicamente, visto que o custo da matrícula é uma grande fonte de rendimento.
Escreva a Martín García Pérez, Director, caracol@supernet.com.mx
4. La Luciérnaga (Córdoba, Argentina) conta com quatrocentas crianças para produzir e vender uma revista. Vendem-se 50.000 exemplares todos os meses, a um preço de US$ 1.00. Os jovens ficam com 75% dos rendimentos (um bom emprego nesta cidade) e os 25% restantes cobrem os custos da revista, dos serviços educativos e do salário dos profissionais. Assim, a revista é auto-sustentável, sem recorrer às fundações e ao Estado.
Escreva a Eliana Lacombe <elilacombe@yahoo.com>
5. Acción Educativa (Santa Fé, Argentina) La Casita, um programa de saúde para mulheres e crianças pobres, recebe parte dos seus rendimento da venda de pílulas contraceptivas. Na Argentina, o acesso à saúde é fácil e as mulheres que recebem formação em saúde podem receitar e vender pílulas. As pílula são compradas a preços muito baixos e podem ser vendidas a baixo custo, originando lucro para a Casita e para todas a mulheres da comunidade.
Escreva a Carlos Zagni <accioneducativa@ciudad.com.ar>
6. A Fundación Su Cambio por el Cambio (Quito, Equador) é uma das poucas instituições latino-americanas que recebe todos os seus fundos de empresas nacionais (supermercados e bancos). A Fundação tem sido muito bem sucedida a manter este dinheiro e a chamar a atenção das empresas para o seu trabalho.
Escreva a Sereno Cozza, sercoz@yahoo.com