Por toda a América Latina, o número de meninas de rua está a crescer. Na década de 80, a maioria dos observadores debruçou-se apenas sobre a realidade dos meninos de rua. Contudo, a prostituição, a pobreza e o turismo sexual forçaram meninas pobres a irem para as ruas. Do mesmo modo, a droga, a desagregação das famílias e o abuso levaram muitas meninas para a rua. Em algumas cidades, os investigadores sugerem que cerca de 30% a 40% das crianças de rua são meninas, número que aumentou dos cerca de 10% de uma década atrás.
Infelizmente, a maioria dos programas que trabalham com crianças de rua foram formados para meninos. Utilizam o futebol como um modo de conhecer a crianças; a formação em doenças sexualmente transmitida é feita de uma perspectiva masculina; a formação vocacional centra-se em profissões tradicionalmente masculinas, como sejam a carpintaria, a serralharia e a mecânica automóvel. Apesar da maioria das organizações terem tentado abordar este problema, frequentemente não sabem o que fazer.
No Recife, no Brasil, a Casa de Passagem trabalhou durante a última década e meia com meninas de rua e meninas em risco. Os seus esforços forçaram o governo brasileiro e a sociedade civil brasileira a pensarem nas meninas quando prestam serviços a crianças de rua. Mais relevante, este esforços criaram um novo e poderoso modelo para trabalhar com meninas.
Emma Salter é uma estudante do ensino superior inglesa cuja investigação se centrou em Género e Desenvolvimento. Entre Maio e Setembro de 2003, Emma Salter trabalhou com a Casa de Passagem para descobrir e publicitar as boas práticas do trabalho com meninas de rua. Através de entrevistas cuidadosas com meninas, pessoal e académicos locais, Emma Salter compilou um conjunto de recomendações detalhadas para outras organizações que queiram prestar melhores serviços a meninas de rua.
O Projeto Para Meninas agora está disponível aquí:
- O Currículo para Meninas, uma presentação multimédia para ensinar as ténicas da Casa de Passagem. Disponível em versão Windows/PC ou versão Macintosh.
- O texto da excelente dissertação da Sra. Salter:
- Versão Microsoft Word (em Português (Tradução: Ana Saravia))
- Versão .rtf (em Português)