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Como trabalhar num bairro com tráfico de droga? Como evitar o conflito entre gangues?

  1. Hernando Roldán é famoso na cidade de Medellín, a cidade mais violenta de toda a América Latina, talvez do mundo, pelo seu trabalho em resolução de conflitos e na reconstrução de comunidades destruídas pela guerra e pelo tráfico de droga. Carregue aqui para ler a entrevista do Shine-a-Light a Hernando Roldán, na qual este explica as suas técnicas.
  2. Jóvenes Hondureños Adelante-Juntos Avancemos (JHA-JA, San Pedro Sula, Honduras) trabalha directamente com gangues, especialmente com aqueles cujos membros foram deportados dos Estados Unidos. Utilizando técnicas tão diversas como o conhecimento da rua, a filosofia da Escola de Frankfurt e a educação através dos pares, este projecto foi bem sucedido em ganhar a confiança de alguns dos gangues mais violentos da América Central. Através das suas tentativas para diminuir a violência dos gangues e dos senhores da droga, os jovens hondurenhos ganharam um novo sentido da sua própria identidade.
  3. O Centro Comunitário Salgueiro (Rio de Janeiro, Brasil) está situado numa das favelas mais perigosas e pobres do Brasil. Aí, muitas crianças pensam que o tráfico e uso de droga é a única saída que têm para fugirem à miséria e os gangues transformaram-se numa constante ameaça para a comunidade. Apesar disto, o Centro Comunitário Salgueiro conseguiu estabelecer uma relação com os gangues, processo que se iniciou quando uma professora da escola local, respeitada por todos, serviu de mediadora num acordo de paz. Ao mesmo tempo o Centro Comunitário trabalha para acabar com o tráfico de droga, usando terapias contra a violência e que tentam dar aos membros dos gangues um novo sentido de identidade fora dos gangues. Ao mesmo tempo mantém programas de reabilitação de drogas (para dependentes de alucinogénicos e outras drogas).
  4. A Associação Comunitária Monte Azul (São Paulo, Brasil) conseguiu transformar uma favela num bairro de classe média com educação, formação e capacidade para exercer pressão frente ao poder público. Isto foi possível graças aos conflitos entre traficantes de droga e milícias há cerca de dez anos, quando se originou um vazio de poder quando os primeiros foram assassinados pelos segundos . O Monte Azul chegou no momento perfeito para aproveitar esta conjuntura e a partir de então procurou lançar-se noutras favelas.
  5. O AIACOM (Rio de Janeiro, Brasil) combate a ideologia da violência e da vingança que reina nas favelas. O programa usa a “pedagogia da justiça” na qual as crianças aprendem a ouvir, a entenderem os problemas umas das outras e a perdoarem. O AIACOM também oferece oficinas de drama e onde se contam histórias para promover a proximidade entre as crianças.
    Escriba a Frei Maurício, siccons@uninet.com.br
  6. O CEFOCINE (Guayaquil, Equador) dá formação aos membros dos gangues em crítica e produção de cinema e vídeo. Através do seu trabalho o programa descobriu que quando os membros do gangue participam nesta actividade, começam a construir uma nova identidade de si mesmos.
  7. Na Colômbia, a questão não é apenas como trabalhar com os gangues, mas também como trabalhar em bairros controlados pela guerrilha ou pelas autodefensas (guerrilhas de direita). Neste campo, há quatro programas que vale a pena conhecer. Carregue nos programas para saber mais sobre os seus métodos:

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