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Grupo Transas do Corpo

Transas do Corpo trabalha com educação sexual, saúde, feminismo, e protagonismo infantil. Teve início em 1987 com o objetivo de promover a participação da mulher e dos jovens na saúde, e se expandiu ao incluir terapia, saúde pública, e capacitação de educadores sexuais.

Transas promove a "educação corporal" como um "caminho para outras perspectivas" que pode chegar a gerar mudanças pessoais e políticas. Este enfoque é derivado, em grande parte, da idéia feminista de que o corpo é um espaço de controle e de prazer que por muito tempo esteve submetido a uma visão patriarcal, dominante e excludente. A possibilidade de evidenciar o prazer além dos espaços e das formas permitidas, é uma resposta subversiva de acordo com muitos pontos de vista. É por isso que se estimula um processo de autoconhecimento. Ao constatar em nós mesmos um espaço de "contra-sabedoria" em relação à dinâmica imposta pela sociedade e o poder exercido por ela, temos a possibilidade de entender e enfrentar autenticamente a hegemonia pessoal, política e social.

É por isso que o eixo de Transas é centrado na educação sexual que se distribui nas escolas públicas e católicas, onde é muito comum que os jovens se expressem sobre o sexo, e através dele, se puderem chegar a tratar de outros temas maiores. Este enfoque abre as portas para conversas sobre poder e gênero, muitas vezes ausentes no país. No Brasil, "transar" quer dizer "ter relações sexuais", mas também integra outro significado: "construir um vínculo". Transas do Corpo aproveita os dois.

Outro assunto tratado com freqüência por Transas tem a ver com os direitos reprodutivos. No Brasil, é muito fácil adquirir preservativos e informações sobre como usá-los. No entanto, o aborto ainda é ilegal e as opções sobre o controle da natalidade são pouco conhecidas.

Além disso, os brasileiros vêem o preservativo como uma maneira eficaz de se prevenir uma doença, e não como uma forma de se assumir uma responsabilidade e respeitar as decisões da mulher. Transas procura redirecionar o discurso sobre estas formas de administração de poder.

Os meios de comunicação em massa são utilizados por Transas do Corpo para difundir seu conhecimento e orientar tanto os professores, como os profissionais da saúde. Mas seu trabalho mais interessante está relacionado ao protagonismo infantil. Crianças de todas as classes sociais (desde crianças de rua até crianças ricas) são formadas para ensinar seus companheiros sobre temáticas de sexo, gênero e poder. Além disso, esses jovens "multiplicadores" dão palestras nas escolas e nas igrejas, e publicam um fanzine (revista informal). Como complemento, escrevem canções sobre o tema e educam outros jovens, e até mesmo, os adultos.

Transas quer incluir menores homossexuais entre seus multiplicadores, mas até o momento, não pôde fazê-lo.

Av Antônio Fidélis, Qd.158 Lt.04 Parque Amazônia (Rua da CEMACO).
Goiania, GO, Brasil

248-2365

www.transasdocorpo.com.br

contacts: Lenise Borges
Eliane Gonçalves (transas@transasdocorpo.com.br)


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