Univesidade Santo Tomás, Departamento de Trabalho Social
Os professores e alunos da Universidade de Santo Tomás prepararam e articularam uma rede comunitária no norte da cidade de Santiago, onde trabalham com grupos comunitários. Quatrocentos e quarenta alunos e uma dezena de professores realizam trabalho e pesquisa de campo e as teses de grau são relacionadas ao tema. Desde 1994, quando a universidade convidou 400 ONGs para um simpósio sobre infância, se transformou em um centro de pesquisa e extensão em favor dos meninos e meninas de rua.
O Chile é um país com uma política contraditória no que diz respeito à infância. Por um lado, assinou a Convenção sobre os direitos da criança, reconhecendo-os como assegurados. Mas, por outro, as leis chilenas consideram a criança como menor, ou seja, objeto de caridade e vigilância. Os lares do Estado (do Sename) são exemplos dessa atitude assistencialista, assim como os lares da Polícia Militar, onde as crianças são internadas e depois treinadas como policiais. A Constituição de 1980, imposta pela ditadura de Pinochet, tornou quase impossível uma mudança de leis com respeito à infância.
O programa da Universidade Santo Tomás tenta construir outro modelo, que permita mudanças na política nacional. A formação das crianças é anti-assistencialista, assim como a reflexão que se exige delas. A Ciência é a palavra chave para desconstruir a ideologia da caridade. Além disso, como reconheceu uma estudante, não há recursos para ser assistencialista: sem dinheiro, as pessoas devem ser protagonistas. Por sua vez, os professores tentam conscientizar juízes e tribunais de família sobre opções alternativas.
A Universidade também patrocina um grande número de projetos. Clique aqui para acessar suas páginas.
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