contacto

 

Pode escrever à gente com o formulário à direita

Use the form on the right to contact us.

Se puede escriba a Shine a Light con el formulario a la derecha

Nome-Name-Nombre *
Nome-Name-Nombre
http://

Servidão do Cravo Branco 259
Campeche, Florianópolis, SC
Brasil

505 349 5825

Shine a Light teaches the digital arts to marginalized children all over Latin America, so that their communities can come to see themselves -- and show themselves -- in a new light.

Acción Educativa

accioneducativa@ciudad.com.ar

www.accioneducativa.org.ar

4 de Enero 2558/ 62
Santa Fe. Argentina

Tel.: +54 (0342) 456-1151.


Entre os programas de maior criatividade e dinamismo na educação popular, deve mencionar-se a Acción Educativa (AE) em Santa Fe, Argentina. A AE tem vários projectos no ramo da saúde, direitos humanos, formação política, feminismo e juventude. Aqui vamos dar relevo a uma pequena parte das suas actividades, os programas dedicados às crianças e jovens em risco social, embora valha a pena conhecer todas as suas outras actividades.

Desde o início, a AE tentou melhorar a qualidade de vida em várias favelas da periferia de Santa Fe. A AE começou com La Casita, um centro educacional para mulheres onde é dada formação sobre temas de saúde, saúde reprodutiva, relações entre o casal, violência e liderança social. O trabalho com estas mulheres desencadeou um trabalho com os seus filhos, primeiro de apoio escolar e mais tarde de educação política.

Inicialmente as mulheres que se dirigiram a La Casita fizeram-no por motivos de saúde ou para entenderem o contexto de poder dentro do qual vivem, e as crianças, sobretudo, para se divertirem. Daí a importância das oficinas de teatro, artes e percussão para atrair as crianças. Em especial, a AE teve muito êxito com a “murga”, uma antiga tradição argentina de dança e percussão, talvez parecida com os desfiles de samba no Brasil.

A diversão é apenas o início. A AE escolhe sempre jogos e artes que promovam a reconstrução da auto-estima e gerem valores éticos e de cooperação, assim como jogos que desconstruam dinâmicas tradicionais de poder. Por exemplo, a “murga” é praticada na rua, reivindicando-a como espaço popular e de convivência. Pela primeira vez as crianças sentem que têm poder: “Podemos mudar o mundo! Somos os maiores!” disse uma menina. A “murga” também transforma crianças desagregadas numa verdadeira comunidade.

Em La Casita participam voluntários, muitas vezes estudantes universitários, e mulheres da comunidade que tentam ligar o lúdico com o ensino e recuperar o valor da escola. Os profissionais oferecem o espaço e as ferramentas para todos possam reflectir sobre a experiência, à maneira de Paulo Freire e da educação popular. Eles tentam mostrar o quão importante a escola é para uma vida gratificante, mas também dão às crianças os instrumentos de que estas precisam para criticar as opressões quotidianas da escola. Sessões de reflexão dão às crianças a oportunidade de falarem acerca das suas vidas e o instrumento intelectual para criticarem as suas experiências de vida. Um dos habitantes da favela disse-me “Até vir a La Casita eu praticamente não falava. Só as palavras que a televisão me ensinava, sabe? Mas agora sei palavras que descrevem a minha vida. É fantástico! ”.

Uma das formas como La Casita arrecada uma percentagem das suas receitas é através do contributo das mulheres. As que receberam formação em temas da saúde, compram pílulas contraceptivas a baixo custo que depois prescrevem e revendem, obtendo um lucro para La Casita e beneficiando as mulheres da comunidade.

Nessa mesma favela a AE conseguiu licença para transformar a praça, agora um espaço vazio e perigoso, num espaço comunitário valioso. Isto vai ser levado a cabo com a colaboração de duas jovens arquitectas, alunas de Tenucci, - um italiano que construiu a “cidade para as crianças” em Itália-, e com a ajuda das crianças, as quais desenvolveram um bonito plano para recuperar a rua como espaço de convivência. Faltam apenas os trâmites burocráticos da administração local e o financiamento.

El Carrito de Libros (O Carrinho de Livros) é, literalmente, um carrinho cheio de novelas, histórias e livros infantis. A AE leva este carrinho às favelas de Santa Fe, onde serve de livraria ambulante. A AE reivindica “o direito infantil à ficção”. Alguns livros, como muitos contos de fadas, são contos de crianças pobres e excluídas. Quando as mães vão ao Carrinho com os seus filhos, os educadores da AE ensinam-lhes como contar as histórias da família, valorizando histórias locais e ensinando às crianças o valor dos seus pais e da vizinhança e recuperando o valor do conto oral. Para incentivar a imaginação e os projectos de vida, o Carrito tem muito valor. Este é um programa conjunto com a Universidad del Litoral.

Há uns anos, esta universidade solicitou à AE que realizasse um curso de educação à distância para assistentes de professores Este curso foi transmitido pela televisão e pela internet e teve grande êxito uma vez que centenas de auxiliares e professores rurais aprenderam a ensinar com correcção e eficácia.

Outros projectos da AE tentam recuperar a memória das crianças no que se refere à ditadura, assim como promover os direitos das crianças e expor a arte infantil em Santa Fe.

A AE acredita que a investigação é essencial e por isso durante os últimos seis anos tem examinado e escrito sobre micro-políticas que afectam a vidas das crianças em Santa Fe. Para isso tem trabalhado em comunidades e escolas marginalisadas para entender melhor as técnicas de aprendizagem.

Entre os seus projectos estão:

  • Violência simbólica: Na Argentina todas as crianças têm um caderno escolar no qual fazem todos os seus trabalhos de casa. Na investigação descobriu-se que os estudantes consideram o caderno escolar como uma ferramenta de poder: “o caderno nazi”. Depois de muito diálogo com as crianças e com base em teorias de Foucault e da escola de Frankfurt, a AE demonstrou como o caderno oprime e, simultaneamente, como um professor pode usar outras técnicas e desconstruir este poder.
  • Ensino: nas últimas décadas, o ensino na Argentina feminizou-se. Menos e menos homens escolhem ser professores. A investigação analisa as consequências desta mundança notando que isto tornou o ensino numa “profissão assistencialista”e tornou os alunos em “pobrezinhos”. A investigação da AE também mostrou que esta mundança reduziu dramaticamente o prestígio do ensino enquanto profissão.
  • Atitude em relação à escola: A AE escrutina continuamente as crianças sobre o que elas pensam da escola, como aprendem e como rejeitam e aceitam a autoridade.

Though “People’s Education” is a byword on the Latin American left, few programs implement the ideas of Paulo Freire better than Santa Fe’s Acción Educativa. AE runs many projects in health, human rights, politics, feminism, and youth. Here we will address their work with street and at-risk kids, only a small part of their activities.

From the beginning, AE has tried to improve the quality of life in several favelas of Santa Fe. They began with La Casita, a center to teach women about health, reproduction, gender relations, violence, and leadership. Work with these women led directly to work with their children, first with mentoring and tutoring, later with more political education.

Women first came to La Casita for their own health, or to find some modicum of power, but kids come, most of all, to have fun. Thus, the Casita offers workshops in theater, art, and drums to bring the kids in; they have found “murga” a sort of Argentina samba, to be the most successful.

Fun is only the beginning. AE always choses games and arts that improve self esteem, generate ethics and cooperation, and deconstruct traditional power dynamics. For instance, the murga happens in the streets, taking them back as people’s space, not just where the rich can look down on the poor, where kids should not be. For the first time, kids feel powerful: “We can change the world! We’re masters!” said one girl. Murga also turns unconnected kids into a real community.

Volunteers, often university students or women from the community, connect play with scholarship. They try to show how important school can be for a full life, but also give the kids the tools they need to critique the quotidian oppressions of school. Reflection workshops give the kids a chance to talk about their own lives, and the intellectual tools to think through them. One resident of the favela told me, “Until I came to La Casita, I barely talked. Only the words the TV taught me, you know? But now I have words that describe my life. It feels wonderful!”

La Casita gets much of its budget by selling birth control pills at a small mark-up. Older women are trained as community health workers, allowing them to prescribe the pill, to the benefit of La Casita and all the women in the community.

In the favela, AE has won permission to transform the plaza (now an empty lot) into valuable community space. Two young architects, trained in Italy by Tenucci, ave volunteered their services to create a “children’s city” in the plaza. Now they only lack several permits and the money. [In June of 2003, AE wrote Shine a light to say that this project has been postponed due to lack of funding.]

The Carrito de los Libros is, literally, a horse-cart filled with novels, history books, and children’s literature. AE takes the Carrito into Santa Fe’s favelas, where it serves as a moving library. AE wants to show that kids have “a right to fiction and stories.” The stories, like many fairy tales, address the concerns of poor and excluded kids. When mothers come with the children to the Carrito, AE staff teach them how to tell family stories, validating local histories and teaching kids how cool their parents and their neighborhoods are. The Carrito de los Libros is a joint program with the Universidad del Litoral.

Other AE programs try to recover children’s memories about the dictatorship, to promote children’s rights, and to give expositions of children’s arts.

AE believes that research is essential, so for the past six years it has examined and written about the micro-politics that affect kids’ lives in Santa Fe.
Symbolic violence. In Argentina, all kids must carry a school notebook, where they do all their homework. AE began to see that kids saw the notebook as a tecnique of domination, a “Nazi notebook.” After many conversations with kids and using theories from Foucault and the Frankfurt School, AE’s research has shown how the notebook is a tool of hegemony, and how teachers can deconstruct this power.
Gender and teaching. In the last several years, fewer and fewer men have become teachers in Argentina. AE researched the consequences of this shift, noting that it has made education into a “helping profession” and turned students into “poor things.” AE’s research also showed that this transformation dramatically reduced the prestige of teaching as a profession.
Attitudes toward school: AE continuously polls children of what they think of school, how they learn, and how they subvert or accept power.

Entre las organizaciones de educación popular de mayor creatividad y dinamismo debe mencionarse Acción Educativa en Santa Fe, Argentina. La organización lleva a cabo numerosos proyectos de salud, derechos humanos, formación política, feminismo y juventud. Aquí se hará énfasis en los programas para niños y jóvenes en riesgo social, pero vale la pena saber de la existencia de sus otras iniciativas.

Desde un comienzo, Acción Educativa ha intentado mejorar la calidad de vida en los barrios populares ("villas miseria") de la periferia de Santa Fe. Empezó con La Casita, una sede para capacitar mujeres en salud, salud reproductiva, relaciones de pareja, violencia, y liderazgo social. Estas actividades condujeron a su vez a trabajos con sus hijos, inicialmente de apoyo escolar y más adelante, de educación a un nivel orgánico.

Las mujeres que se acercaron a La Casita llegaron por motivos de salud o para acceder a un mínimo grado de poder, pero los niños vinieron principalmente con el fin de divertirse. De ahí la importancia de los talleres de teatro, artes y percusión. En especial, han tenido mucho éxito con la "murga", una tradicional expresión de percusión y baile, semejante a los desfiles de samba en Brasil.

Acción Educativa también toma juegos y artes que sirven para la reconstrucción de la autoestima, los valores y la deconstrucción de esquemas de poder. Por ejemplo, el hecho de que la murga es llevada a cabo en la calle, revindica a esta última como espacio popular y de convivencia. La murga también cimienta el sentido de comunidad entre los jóvenes.

En La Casita participan voluntarios, universitarios y mujeres de la comunidad que intentan relacionar lo lúdico con lo escolar y recuperar el valor de la escuela. Los profesionales brindan el espacio y las herramientas para reflexionar sobre la experiencia, a la manera de Paulo Freire y la educación popular.

Un porcentaje de los recursos recaudados por La Casita surge del aporte de las mismas mujeres. Por ejemplo, aquellas que han sido capacitadas en salud, consiguen pastillas anticonceptivas a bajo costo y luego las venden, obteniendo ganancias para La Casita y beneficiando a las mujeres de la comunidad.

En el mismo barrio, Acción Educativa ha conseguido permiso para transformar la plaza que es un espacio vacío y peligroso. Este proyecto se va a llevar a cabo con la colaboración de dos jóvenes arquitectas, discípulas de Tenucci, -un italiano que construye "ciudades para niños"- y con la ayuda de los niños, que han desarrollado un bello plan para recuperar la calle como espacio de convivencia. Sólo faltan tramitar unos permisos en la municipalidad y obtener los recursos para construirla.

El Carrito de Libros es, literalmente, un carrito lleno de novelas, libros de historia, y libros infantiles. Acción Educativa lleva este carrito a barrios populares, donde sirve de biblioteca ambulante y revindica "el derecho infantil a la ficción". Algunos libros son cuentos de niños pobres y excluidos. Cuando las madres vienen con sus hijos, los educadores recuperan con ellas el valor del cuento oral y las historias familiares. Para incentivar la imaginación y los proyectos de vida, El Carrito tiene mucho valor. Este programa se hace en colaboración con la Universidad del Litoral.

Hace unos años, esta universidad solicitó a Acción Educativa realizar un curso de educación a distancia para los asistentes escolares. Este curso fue dictado por televisión e internet y tuvo gran éxito porque cientos de asistentes y maestros rurales aprendieron a enseñar con justicia y eficacia.

Otros proyectos de Acción Educativa intentan recuperar la memoria infantil con respecto a la dictadura, así como promover los derechos de los niños y exponer el arte infantil en Santa Fe.

Asimismo, Acción Educativa cree que la investigación es esencial para cambiar vidas y durante seis años ha estado trabajando en comunidades y escuelas marginales para mejor entender las técnicas de aprendizaje. Entre sus proyectos están:

  • Violencia simbólica: En esta investigación se encontró que los escolares consideran el cuaderno de clase como una herramienta de poder: "el cuaderno nazi". Basándose en teorías de Foucault y la Escuela de Frankfurt, Acción Educativa ha logrado mostrar que el cuaderno es un instrumento hegemónico y que l@s maestr@s pueden usar otras técnicas para desarmar las estructuras de poder existentes.
  • Docencia: en las últimas décadas, la docencia en Argentina se ha feminizado; actualmente hay pocos maestros hombres, por lo que se intenta investigar si este cambio aumenta el asistencialismo en la profesión y si se manifiesta un nuevo desprecio hacia el trabajo educativo.
  • Actitudes en la escuela: Acción Educativa lleva a cabo un proyecto continuo sobre cómo aprenden los niños, qué opinión tienen de su escuela, y cómo subvierten o acceden al poder.