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Brasil

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Shine a Light teaches the digital arts to marginalized children all over Latin America, so that their communities can come to see themselves -- and show themselves -- in a new light.

El Caracol

Luis Enrique Hernández Aguilar 
direccion@elcaracol.org

www.elcaracol.org
+52 55 5768 1204, +52 55 5764 2121
Heliodoro Valle No. 337
Col. Lorenzo Boturini
CP 15820 México, DF
México

El Caracol atende jovens de rua entre os 15 e os 23 anos, idades pouco tidas em atenção pelas instituições mexicanas. Nesta organização os jovens contam com um lar, programas de trabalho e, talvez, com o melhor programa de educação popular da América Latina. A sua filosofia baseia-se na redução do dano, no protagonismo pessoal e no lúdico.

O ênfase centra-se mais na qualidade do que na quantidade e os seus resultados são impressionantes: entre os jovens formados pela organização contam-se já empresários, donos de restaurantes e jornalistas.

O trabalho do Caracol começa com educação popular, que para si não é apenas um eufemismo relacionado com o processo de convencer a criança a deixar a rua. No Caracol os educadores utilizam a empatia, a atenção e o humor para construir relações de confiança com a criança e depois diagnosticar necessidades através da arte e da comédia. Um exemplo disto são as ilustrações que têm sobre a vida de rua: “Como vives?”, diz a legenda do desenho mostrando um menino a urinar contra a parede, roubando comida ou mendigando. Com este tipo de estímulos até os adolescentes mais ressentidos ou afectados pelo vício respondem e partilham detalhes das suas vidas.

Neste processo o Caracol descobriu também que as crianças de rua contam com recursos de todo o tipo – financeiro, intelectuais e comunitário. E que alguns, inclusivamente, ganham muito dinheiro trabalhando como faquires, mendigos, ladrões, traficantes ou limpadores de pára-brisas. Por esta razão, o Caracol ensina-os a empregar melhor os recursos que possuem para melhorar as suas vidas, seja para passar a noite num hotel ou o resto da vida fora da rua. Assim, por exemplo, os educadores não dão simplesmente uma camisinha; premeiam com outra a criança que decidiu comprar uma.

Educação popular significa também escola de rua. Por isso, depois de conseguir a confiança de um grupo de crianças, os educadores levam aos lugares onde elas se reúnem um computador portátil, um projector e uma apresentação em Powerpoint para lhes ensinar temas de sexualidade, saúde, relações pessoais, droga e VIH-sida. Da mesma maneira, os educadores sabem que os adictos de cola aprendem com a relação com o espaço físico; a aula sobre sexo é dada onde as crianças constumam ter as suas relações e a aula sobre cola onde eles se viciam. Aparentemente as substâncias inaladas destroem a parte aural do cérebro antes da parte visual e daí a importância de enfatizar a arte, o desenho e as caricaturas.

O Caracol tem um lar de transição que se distingue pelo nível de liberdade e responsabilidade que dá à juventude. Neste lar o pessoal trabalha cuidadosamente na construção da identidade, tentando ajudar os jovens a perder a sua auto-definição de “criança de rua”.

O Caracol tem também uma rede de negócios para quem queira deixar a rua. Aí as crianças podem trabalhar como aprendizes na criação de coelhos, no manejo de uma prensa “off set”, num restaurante, numa padaria, numa cozinha para banquetes (a mesma que cozinha para a Embaixada de França!). Estas são todas empresas auto-sustentáveis que formam profissionalmente os jovens em ofícios e em gestão. Tanto assim é que os formados de sucesso falam do Caracol como a Caracol MBA (Universidade do Caracol).

O Caracol acredita que a “profissionalização da rua” e a dependência de instituições tornaram mais complicado para os jovens de rua canalizarem os seus recursos para sairem da rua. Por isso o Caracol toma muito do seu tempo a tentar contactar outras instituições, colaborando com estas num trabalho para retirar as crianças da rua. El Caracol também acredita num atitude altamente profissional relativamente ao trabalho de rua, o que significa empenho, ética e dura auto-crítica.

A auto-crítica tomou o seu aspecto mais concreto num processo de supervisão do processo pelo qual o El Caracol avalia constantemente o seu trabalho. Finalmente o Caracol tem um excelente processo de supervisão e avaliação que poderia servir de exemplo a qualquer instituição.

Fundos de governos estrangeiros, ajuda do comércio local e os seus próprios negócios financiam o El Caracol. O El Caracol gostaria de se tornar completamente auto-suficiente.

Shine-a-Light, em conjunto com El Caracol, distribui o currículo de educação popular no Projecto de Saúde na Educação Popular.

El Caracol works on the street, in various work environments, and in a transitional living program with street youth from 15-23, an age generally ignored by Mexican organizations that work with street kids. The program is based on a model of harm reduction, self-sufficiency, and a Wittgensteinian conception of play. By focussing on quality more than quantity, they have have spectacular results with many adolescents, some of whom now own their own businesses, newspapers, etc.

Street education forms the first tier of El Caracol's work. They do not understand street education as "outreach" or an attempt to draw youth into the more intense aspects of El Caracol"s programs; instead, street education is an end in itself. Street educators do not give food or condoms; they do not even identify themselves as being from an institution. They build relationships with the youth based on trust, listening, and empathy (the educators are extraordinarily capable), then begin a slow process of diagnosing a group's needs and capabilities through the use of art; a picture might ask "how do you live" and show comical drawings of kids sleeping on the street, urinating on the wall, stealing food, begging, etc. They have found that adolecents respond very well to this stimuli. Street educators also distrubute clever and beautiful comic books about life on the street.

Street educators have found that youth on the streets have both financial and intellectual resources. Many make a substancial amount of money as fakirs, beggars, and squeegee-men, and their social groups provide support. For instance, El Caracol believes youth should get into the habit of buying condoms, so they do not simply give them away; instead, when a youth shows that he has bought one condom, educators give him several more. Educators attempt to show youth how they can use their own resources to get off the street -- whether just for one night in a hotel or for their whole life.

In addition, El Caracol's street education team does more direct educational work. Once they have gained the trust of a group of youths, they take a computer, projector, and Power-Point presentation to theirbaldíos (hangout) and show artistic, funny, and well developed programs on AIDS, drugs, etc. Having learned that youth addicted to glue learn in peculiar ways, they do safe-sex presentations in the place where they have sex, drug presentations where they get high, etc. Since educators have also learned that toluene (in the form of activo, a PVC cleaner) seems to destroy the aural cortex before the visual, they emphasize pictures and art. The presentations were developed out of focus groups with street kids.

El Caracol runs several businesses in which street youth work as interns and apprentices. These include a very successful restaurant (Las Tortugas Locas), a catering company which provides food for state dinners at several embassies (including France!), an offset printing shop, a farm to raise rabbits for food, and a bakery. All of these businesses are self-sustaining and train a large number of youth to work in a completely professional setting or begin their own business. Many youth refer to their time as the Caracol MBA ("El Tec de Caracol").

El Caracol also runs a transitional living program, distinguished by the level of freedom and responsibility it provides for the youth. Here, staff work carefully on the construction of identity, trying to help youth lose the self-definition as a "street kid."

El Caracol believes that the "professionalization of the street" and dependence on institutions have made it more difficult for street youth to array their resources toward getting off the street, so they put a lot of time into outreach toward other institutions. They also believe in a deeply professional attitude toward work on the street, which means commitment, ethics, and harsh self-criticism. This self-criticism has taken its most concrete form in their monitoring process, where El Caracol constantly evaluates and changes its own work.

Funds from foreign governments, help from local businesses, and their own businesses fund El Caracol. They would like to become completely self-sufficient.

El Caracol atiende a jóvenes de la calle entre los 15 y 23 años, edades poco atendidas por las instituciones mexicanas. Allí los jóvenes cuentan con un hogar, programas de trabajo y tal vez, el mejor programa de educación de la calle en Latinoamérica. Su filosofía se basa en la reducción del daño, protagonismo personal y lúdico.

El énfasis esta centrado más en la cualidad que en la cantidad y sus resultados son impresionantes: jóvenes graduados que ya son empresarios, dueños de restaurantes y periodistas.

El trabajo del Caracol empieza con educación de calle, que para ellos no es simplemente un eufemismo relacionado con el proceso que seduce al niño a dejar la calle. En El Caracol, los educadores utilizan la empatía, la escucha y el humor, para construir relaciones de confianza con los niños y después diagnosticar necesidades por medio del arte y la comedia. Un ejemplo de esto son las ilustraciones que tienen sobre la vida en la calle: "¿Cómo vives?" reza la imagen y aparece el dibujo de un niño orinando en la pared, robando comida o mendigando. Con este tipo de estímulos, hasta los adolescentes más resentidos o afectados por el vicio responden y comparten los detalles de sus vidas.

En este proceso, El Caracol ha encontrado también que los niños de la calle cuentan con recursos de todo tipo –financieros, intelectuales, comunitarios–. Y que, algunos incluso, ganan mucha plata por trabajar como faquires, mendigos, ladrones, traficantes o limpiadores de parabrisas. Por esta razón, El Caracol les enseña a emplear mejor los recursos que poseen para mejorar su vida, ya sea para pasar la noche en un hotel o el resto de la vida fuera de la calle. Así, por ejemplo, los educadores no regalan simplemente un condón, sino que premian con otro al niño que ha decido comprarlo.

Educación de calle quiere decir también escuela en la calle. Por eso, después de conseguir la confianza de un grupo de niños, los educadores llevan a los lugares donde ellos se reúnen una computadora o laptop, un proyector y una presentación en Power-Point para enseñarles acerca de la sexualidad, la salud, las relaciones personales, la droga y el VIH-sida. De la misma forma, como los Educadores saben que los adictos a la pegamento aprenden por la relación con lo físico, la clase sobre sexo se lleva a cabo donde los niños acostumbran a tener sus relaciones y la clase sobre pegamento donde ellos se envician. Al parecer los inhalantes destruyen la parte aural del cerebro, antes que la parte visual y por eso la importancia de enfatizar en el arte, los dibujos y las caricaturas.

El Caracol tiene un hogar transitorio y una red de negocios para quienes quieren dejar la calle. Allí pueden trabajar como aprendices en la cría de conejos, en el manejo de una prensa "offset", en un restaurante, una panadería y una cocina para banquetes especiales (¡la misma que cocina para las fiestas de la Embajada de Francia!). Todos son negocios auto-sostenibles que los capacitan laboralmente y en el campo de la administración; tanto que los graduados exitosos hablan del Caracol MBA ("El Tec de Caracol').

Finalmente, El Caracol tiene un excelente proceso de monitoreo y evaluación que podría servir de modelo para cualquier institución.