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Shine a Light teaches the digital arts to marginalized children all over Latin America, so that their communities can come to see themselves -- and show themselves -- in a new light.

La Luciérnaga

blogsdelagente.com/laluciernaga

fundacionlaluciernaga@gmail.com

Av Veléz Sarsfield 1180, subsuelo, barrio Güemes
C´ordoba, Argentina

Teléfonos: 0351 4681059, 0351 4605663


A revista La Luciérnaga é um dos programas mais criativos na América Latina, dirigido à crianças trabalhadoras e de rua. Quatrocentas crianças são operadoras e vendedoras da revista, que vende 50.000 exemplares por mês. A revista custa US$ 1,00 e as crianças ficam com 75% do rendimento (um bom emprego nesta cidade). Os 25% restantes vão para os custos da revista, os serviços educativos e os salários dos profissionais. Talvez o êxito mais importante da revista, cujo conteúdo ensina sobre a vida das crianças pobres, é ter mudado o imaginário social de Córdoba. A maioria das pessoas deixou de ver as crianças de rua como um problema, e os reconhecem como trabalhadores, dedicados e humanos.

Oscar Arias, um funcionário público, fundou La Luciérnaga em 1995 com seu próprio dinheiro e iniciativa. O propósito era recuperar as crianças como indivíduos e reivindicar suas condições de trabalho. O Sr. Arias percebeu que vender era o único trabalho que não era mal visto e que era rentável para as crianças pobres. Além disso, podia ser vinculado à escola e, ao mesmo tempo, conscientizar a população de Córdoba. No começo, a sustentabilidade do projeto era frágil, mas se fortaleceu quando as crianças decidiram contribuir com 25% de seus rendimentos para a revista formar um capital próprio.

Nesses primeiros anos, a solidariedade da comunidade foi muito importante. Uma comunidade religiosa emprestou sua casa, sem nenhum tipo de prestação em troca e outras pessoas se uniram como voluntários. Atualmente, conta-se com quatro profissionais, entre educadores e redatores.

Em 1998 a revista era pequena, contando apenas com 98 crianças e alguns adultos. No entanto, quando um programa de televisão fez um a reportagem sobre a revista, a participação das crianças aumentou, bem como o número de pessoas de diferentes partes do país. Apesar disso, houve um período de crise, que foi superado mais adiante (em 1999), quando conseguiram comprar imprensa própria.

A maioria dos artigos são escritos por intelectuais e jornalista de Córdoba, que não recebem nenhuma remuneração em troca. A impressão e diagramação também são trabalhos feitos pelos voluntários (o diagramador, Sarlanga, é um senhor de 90 anos que trabalhou com Ernesto Sábato, Eduardo Galeano e outros escritores do Cone Sul).

A revista depende do trabalho de voluntários. Há multiplicadores que foram vendedores da revista. Também, há professores que ajudam os vendedores a voltarem para a escola.

Na revista as crianças aprendem sobre administração, jornalismo, redação e todos os trabalhos relacionados com uma revista. Outras oficinas os capacitam para a vida, para reingressar na escola, ou para unir-se com suas famílias novamente.

No último ano, outras ONGs têm copiado o modelo da Luciérgana. “El angel de lata” em Rosario; “Changuitos” em Santiago de Estero, e “Baliletes” em Paraná. Apesar do pouco tempo, o pessoal da revista tem se disposto a ajudar aqueles que querem aprender de sua experiência.

Apesar de tudo, existem problemas legais com este modelo, já que por lei as crianças menores de 14 anos não podem trabalhar na Argentina. Podem participar de oficinas, ir à escola e aprender o ofício, mas não podem vender a revista. No entanto, o modelos lhes tem permitido o auto-sustento, um desafio que nenhuma outra ONG desse tipo conseguiu alcançar.

Eliana Lacombe, editora da Luciérgana, escreveu sua dissertação sobre a experiência das crianças trabalhadoras na revista. A dissertação se chama "El Juicio de la Mirada" (O Juízo do Olhar), e pode ser baixada aqui.

La Luciérnaga is one of the most innovative programs in Latin America for street and working kids. Four hundred children and youth produce and sell an excellent magazine of politics and social criticism; they sell more than 50,000 copies a month (!), at US$1 per copy. The sellers (boys and girls 14-21 years old) recieve 75% of this income, while 25% covers the fixed costs, a school associated with the program, and salaries for the editors (this distribution of resources resulted from a vote of the kids. Previously, they had kept 100% of the profits). Perhaps most important, the magazine has transformed the image of street kids in Córdoba. Not only do its articles teach about life on the street, but people now see street kids as hard workers and salesmen, not bums or delinquents. Equally important, La Luciérnaga is self-sustaining, requiring no donations from foundations or the government.

Oscar Arias, a government worker, founded La Luciérnaga in 1995 with his own money. He hoped to make kids into actors and to transform the conditions under which they worked. He saw that selling was the only job that kids could do without earning the opproium of the public, and that a magazine could raise the consciousness of Cordobenses. Equally significant, a magazine is about writing, a skil that might reconnect kids to schools and education. For the first several years, the magazine was very fragile, but when the kids voted to donate 25% of their earnings to the institution, it took off.

Community help is essential to the magazine’s functioning. During the first several years, a religioys community provided a house free of charge, and many people work as volunteers. Only 4 paid staff are necessary to support 400 kids.

In 1998, the magazine was still small, with 98 kids and a couple of adults, when a national television program featured La Luciérnaga. Instantly, 400 kids wanted to work for the magazine, and people from all over Argentina wanted to help. Though deeply flattering, this growth caused a crisis. However, when the magazine was able to buy a printing press in 1999, and when it could hire professional staff, the crisis turned into a huge success.

Volunteers do most of the magazine’s essential work. Several youth, one-time salesmen, now train their peers in economic and life skills. Teachers run a school that provides tutoring and mentoring. Local journalists and intellectuals write the articles pro-bono (most are superb). Printing and layout also depend on volunteers (the man in charge of layout, Sarlanga, worked with Ernesto Sábato and Eduardo Galeano on some of the most important magazines in Argentina. He is now 90 and retired, but still helps lay out every issue.).

The kids learn administration, economics, journalism, writing, and all other aspects of running a small business on the job. La Luciérnaga also runs life-skills workshops, helps drop-outs return to school, and encourages family reunification.

Over the last year, several other programs have begun to copy La Luciérnaga’s model: “The Tin Angel” in Rosario, “Changuitos” in Santiago de Estero, and “Little dances,” of Paraná. Even though they have little time, staff at La Luciérnaga wants to help any NGO that wants to create a magazine.

La Luciérnaga has had some legal problems. Children under 14 may not work in Argentina, so they do not work in the magazine, either. However, they can attend workshops, participate in the school, and learn the basics of the magazine.

La revista La Luciérnaga es uno de los programas más creativos en Latinoamérica, dirigido a niños trabajadores y de la calle. Cuatrocientos niños son operadores y vendedores de la revista que vende 50.000 ejemplares cada mes. El precio de la revista es de US$ 1,00 y los muchachos guardan el 75% de los ingresos (un buen ingreso para esta ciudad), y el 25% restante es para los costos de la revista, los servicios educativos y los sueldos de los profesionales. Tal vez el logro más importante de la revista, con un contenido que enseña sobre la vida de los niños pobres, es que ha cambiado el imaginario social en Córdoba. La gente común ha dejado de ver a los niños de la calle como un problema, y los reconoce como trabajadores, dedicados, y humanos.

Oscar Arias, un funcionario estatal, fundó La Luciérnaga en 1995 con su propio dinero e iniciativa. El propósito era recuperar a los niños como sujetos y revindicar sus condiciones de trabajo. El Sr. Arias encontró que vender era el único trabajo que no era mal visto y era rentable para los niños pobres. Además pudo vincularlos a la escuela y de paso, hacer tomar conciencia del problema a los cordobeses. Al comienzo, el proyecto no era completamente sustentable, pero su situación mejoró cuando los niños decidieron aportar el 25% de sus ingresos a la revista para formar un capital propio.

Durante los primeros años, la solidaridad de la comunidad fue muy importante. Una comunidad religiosa prestó su casa, sin ningún tipo de contraprestación a cambio y otras personas se vincularon como voluntarios. En este momento, La Luciérnaga cuenta con cuatro profesionales, entre educadores y redactores.

En 1998, la participación en la revista era todavía reducida: 98 niños y algunos adultos. Fue a raíz de un programa de televisión que realizó un reportaje sobre La Luciérnaga, que la participación de los niños en la revista aumentó drásticamente, así como aumentó el número de personas de diferentes partes del país que se ofrecieron a ayudar. El éxito inesperado creó una situación de crisis que fue superada más adelante, en 1999, cuando la organización logró comprar una imprenta propia y contratar personal profesional.

La mayoría de los artículos son escritos por intelectuales y periodistas cordobeses, que no reciben remuneración a cambio. La imprenta y la diagramación también son trabajos de voluntarios (el diagramador, Sarlanga, tiene 90 años y trabajó con Ernesto Sábato, Eduardo Galeano y otros escritores del cono sur).

La revista depende del trabajo de los voluntarios. Algunos de los multiplicadores fueron ellos mismos vendedores de la revista. También hay maestros que ayudan a los vendedores a retornar a la escuela.

En la revista los niños aprenden sobre administración, periodismo, escritura, y todos los trabajos relacionados con una revista. Otros talleres los capacitan para la vida, para reingresar a la escuela, o para vincularse nuevamente con sus familias.

En el último año, otras ONGs han copiado el modelo de La Luciérnaga:El Ángel de Lata en Rosario; Changuitos en Santiago de Estero, yBariletes en Paraná. A pesar del poco tiempo, el personal de la revista ha estado dispuesto a ayudar a quienes quieran aprender de su experiencia.

A pesar de todo, existen problemas legales con este modelo, ya que por ley los niños menores de 14 años no pueden trabajar en Argentina; pueden hacer talleres, asistir a la escuela, y aprender el oficio, pero no pueden vender la revista. Sin embargo, el modelo les ha permitido mantenerse de forma independiente, un desafío que no ha logrado ninguna otra ONG de su tipo.

Eliana Lacombe, Editora de La Luciérnaga, escribió su disertación sobre la experiencia del niño trabajador en la revista. Se llama "El Juicio de la Mirada" y se puede bajar aquí.


Colaboración: Trabajando con Palabras