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Shine a Light teaches the digital arts to marginalized children all over Latin America, so that their communities can come to see themselves -- and show themselves -- in a new light.

Taller de Vida

Stella Duque
stella@tallerdevida.org

http://tallerdevida.org/

Carrera 4 # 30A-24,
La Macarena
Bogotá, 110311
Colombia

(+57 1) 244.4772 | 323.2945

Ninguém sabe quantos refugiados vivem em Bogotá, mas os números podem facilmente chegar a mais de um milhão. A guerra civil leva todos os dias mais família à cidade. A suas crianças, que não estão preparadas para entrar nas escolas da cidade, vão para a rua para trabalhar ou para reduzir os encargos económicos dos seus pais. Todos têm cicatrizes da violência e poucos sabem como viver e conviver numa cidade de 8 milhões de habitantes.

A Oficina de Vida foi fundada em 1993 para defender os direitos dos refugiados (na Colômbia fala-se em deslocados porque refugiado, segundo as Nações Unidas, implica o cruzamento de uma fronteira internacional). Nessa altura os deslocados eram normalmente líderes comunitários, politicamente consciente e expulsos das suas comunidades pelas autodefensas (a guerrilha de direita). Foram estes deslocados que formaram a direcção da Oficina. No início, o programa era vocacionado para as mães, mas estas apareciam na Oficina com os seus filhos. Foi por isso necessário organizar algo também para os filhos.

Na última década o perfil da Oficina de Vida alterou-se. Os deslocados já não são nem líderes, nem esquerdistas: as autodefensas e as guerrilhas estão a expulsar toda a gente do campo. Muitos deslocados são afro-colombianos, um choque para a branca e orgulhosa cidade de Bogotá.

A Oficina da Vida promove vários projectos para incluir as crianças deslocadas na vida da cidade, para defender os seus direitos humanos, para melhorar a sua qualidade de vida e para as consciencializar politicamente.

  1. Escolas - Muitas crianças do campo frequentaram pouco a escola e outros não têm a escolaridade que deviam ter para a sua idade (há crianças de 15 anos na primária). Poucas frequentam habitualmente a escola na cidade e todos sofrem de exclusão social, como consequência da sua raça, do seu sotaque, da sua ascendência ou da sua situação de deslocado.

    Em conjunto com a Amnistia Internacional a Oficina da Vida organizou um projecto de investigação e inclusão. As duas organizações descobriram por que razão as crianças deslocadas tinham abandonado a escola e porque razão estas crianças sofreram de tanta intolerância por parte dos professores e directores de escola. Com esta informação impulsionou-se um projecto de apoio escolar e de consciencialização das escolas. Não podemos ainda dizer que as escolas incluem todas as crianças, mas as condições das crianças deslocadas já são melhores.

    O trabalho com os professores começa com a sensibilização, “porque há muitos que não sabem quais são as consequência da guerra e não entendem porque é que de repente as suas aulas são frequentadas por crianças negras”. A Oficina da Vida dá formação a todos os professores para que estes possam integrar as crianças nas aulas e para que evitem que as outras crianças excluam os meninos deslocados. Por fim acompanham os professores nas aulas e ensinam, no dia a dia, como aproveitar os conhecimentos previamente adquiridos pelas crianças. Numa aula de biologia ou de ecologia, por exemplo, uma criança do campo saberá mais sobre os animais e sobre a terra. Numa aula de ciências políticas, a sua perspectiva da guerra é muito importante.

    Finalmente, a Oficina da Vida valoriza o trabalho dos professores. A investigação comprovou que muitos professores excluem os seus alunos deslocados devido ao cansaço ou a uma fraca auto-estima. A Oficina da Vida tenta contrariar esta tendência.
     
  2. Oficinas - A violência e a guerra tentam negar a natureza humana, mas a arte e a comunicação recuperam-na. A Oficina da Vida patrocina oficinas de dança, teatro e música para apoiar a arte rural e a herança afro-colombiana. Com estas oficinas a Oficina da Vida também pretende ensinar às pessoas de Bogotá a riqueza e diversidade da cultura rural. “Um bom resultado da maldita guerra”, diz a directora da Oficina da Vida “é que mistura os grupos segregados permitindo a aprendizagem mútua.”

    No entanto, esta mistura não teve bons resultados até ao momento. As pessoas de Bogotá são muito formais e não lhes agrada que os deslocados de origem africana toquem a sua música muito alto. As roupa, os costumes e o comportamento geraram um ódio mútuo, devido à falta de compreensão. Assim, todas as oficinas ensinam como conviver uns com os outros – e todas as obras para o público tentam fomentar a tolerância e o respeito pela diferença.

    Investigações cuidadosas provaram que os meninos e meninas que participam nas oficinas, apesar das cicatrizes deixadas pela guerra, têm melhor destreza motora, são melhores oradores em público e conhecem melhor os seus direitos (em função da idade e do género e direitos humanos) que as outras crianças da sua idade.
     
  3. Medicina e Saúde – As famílias do campo não sabem como se alimentar em Bogotá. A comida é diferente e muito cara e não há lenha para o fogão. As mães das crianças vão à casa onde se fazem as oficinas (em Usme, um bairro de deslocados), para cozinhar o almoço para todos. Todas aprendem e ensinam umas com as outras. As mulheres de Boyacá (uma região fria) ensinam como cozinhar batatas e as mulheres de terra quentes ensinam a cozinhar com bananas e frutas. Com a ajuda de uma nutricionista, preparam uma boa refeição que podem depois imitar em casa.
     
  4. Protagonismo e Investigação Juvenil – Todos os grupo armados da Colômbia (FARC, ELN, Autodefensas, traficantes de droga, exército, gangues de delinquência comum) recrutam membros nos bairros pobres. Contudo existe um grupo de jovens que contraria a sua influência. Os “jovens investigadores sociais” fazem vídeos, fotografias e estudos sobre seus bairros e difundem estes trabalhos através de um programa mensal de televisão. Os jovens documentam e denunciam as violação dos direitos humanos (violência, recrutamento forçado, ameaças, limpeza social, sequestros), mas também mostram o que de bom existe na comunidade, a manutenção das boas tradições ou as pessoas com coragem de fazer a paz.

    Este projecto também defende a identidade dos deslocados. Uma criança originária de Choco (na Costa do Pacífico) disse “até ter vindo para Bogotá não sabia que eu era negro. Mas vim para cá e as pessoas odiavam-me porque era negro. Mas com as fotografias posso ensinar-lhes a beleza da minha cultura.”

    O impacto deste programa é impressionante. Há alguns anos as comunidades de Usme e Soacha (a sul de Bogotá) tinham medo dos jovens negros. Estes jovens eram, no imaginário social, a fonte de todo o mal. Actualmente os jovens negros são vistos como líderes comunitários e como referências para os outros jovens. Quando estes jovens construíram um parque em Soacha, as mães começaram a dizer aos seus filhos “Olhem meninos. Também podem fazer aquilo.”

    Os jovens também escreveram uma peça de teatro sobre a guerra, “O mundo anda solto”. Esta peça conta todo o horror que viveram. No bom estilo colombiano, é uma comédia.
     
  5. Jovens Construtores da Paz – Em cooperação com ONGs de outros países em guerra, a Oficina da Vida tem um grupo de jovens mediadores de conflitos. Na comunidade promovem a paz entre os grupos e os actores armados. Fazem-no através do diálogo e da construção de uma cidade mais viável. Também vão às escolas (de todas as classes sociais) para sensibilizar professores e alunos sobre a paz e a justiça.

A Oficina da Vida pode ensinar muito a outras ONGs que trabalhem num contexto de violência. Por isso o Shine-a-light pediu o seu conselho. A directora da Oficina da Vida deu várias ideias:

  1. É necessário ver as crianças não como vítimas, nem como agentes de violência (embora o sejam), mas como sujeitos detentores de recursos. O desafio está em potencializar os recursos.
  2. É importante saber que jovens que são protagonistas, respeitados nas suas comunidades, poucas vezes se tornam agressores e podem superar as cicatrizes da violência. Há que abrir espaço para este protagonismo e construir respeito - na comunidade e na instituição.
  3. É preciso saber valorizar a diversidade, para que os jovens sejam um modelo de uma comunidade não só tolerante, mas também amante da diferença.
  4. É necessária a formação política, que permite aos jovens entender e superar o contexto da violência – educação popular e militância política são necessários.

No one knows how many refugees have fled to Bogotá in the last decade, but the number could be as high as a million. Every day the civil war drives more families to the city, and their children -- who are unprepared for urban life and urban schools -- often end up working or living on the street. All suffer the scars of the war, and few know how to live with 8 million other people in Bogotá.

Taller de Vida was founded in 1993 to advocate for the rights of refugees (in Colombia, refugees are called “desplazados” (“displaced persons”) because they never crossed a national border and are thus not, by United Nations standards, refugees.). At that time, these refugees were often community leaders expelled from their communities by the autodefensas(right wing guerrillas, affiliated with the military) -- these intellectual refugees now run the Taller. Though the program intended to work with mothers, when mom arrived with her kids, the Taller had to figure out what to do with young people.

Over the last decade, Taller de Vida’s clients have changed dramatically. Today refugees are not community leaders, not even leftists -- the autodefensas and the guerrillas are expelling everyone from the countryside. Many refugees are black, a shock in this white and often snobby city.

Taller de Vida runs several projects to include refugee kids in the life of the city, to defend their human rights, to improve the quality of their lives, and to raise their political consciousness.

  1. Schools. Most campesino children haven’t been to school much, and others are at the wrong age for their grade. Almost none understand how to get around the city, and all suffer exclusion, because of their race, accent, background, and refugee status.

    In collaboration with Amnesty International, Taller de Vida created a research and inclusion program. They learned why refugee kids dropped out and why teachers failed to teach them. With this information, Taller de Vida began to offer remedial education to students and to teach teachers about refugees. Several years later no one could say that public schools are a paradise for refugee kids, but they are certainly better.

    Many teachers don’t understand Colombian politics or the civil war, so they are confused by the fact that they now have black students in their classes. Taller de Vida teaches about black and campesino culture and shows how teachers can encourage these children to participate. The Taller also trains teachers to control the social dynamics of the classroom, so that other students don’t bully their refugee peers. Later, Taller staff accompany the teacher in her classroom, showing how to take advantage of refugee kids’ knowledge. In a class on biology, for example, a campesina girl will be able to explain about farm animals, or about steam ecology. In a class on politics, the experience of someone who has seen the war is invaluable.

    Finally, Taller de Vida validates teachers’ work. Research has shown that many teachers pick on refugee kids because of exhaustion and low self-esteem, so Taller makes them feel good about themselves and their work.

     
  2. Workshops. Violence and war attempt to negate humanity, but art revives it. Taller de Vida runs workshops on dance, theater, and music in order to recuperate campesino and afro-colombian cultures -- and also to teach Bogotanos about the wealth and diversity of campesino culture. “One good result of the damned war,” says the director of Taller de Vida, “is that it mixes once segregated groups, allowing them to learn from each other.”

    Unfortunately, this mixing has caused huge conflicts in Bogotá. Bogotanos, who are often excessively polite, don’t know how to cope when black refugees turn their music up loud. Clothes, habits, and even posture have generated mutual hatred, all because bogotanos and refugees don’t understand each other. These workshops teach people how to live together, because the performance of art teaches tolerance and respect for difference.

    Careful research has proved that the boys and girls who participate in these workshops, in spite of what they suffered in the war, have better motor skills, are better public speakers, and better understand their rights, than do other children their age.

     
  3. Medicine and Health. Campesino families don’t understand nutrition in a big city. The food is different and very expensive, and there is no wood for the stove. In the house where kids attend workshops (in Usme, a refugee neighborhood), the children’s mothers come to cook lunch for everyone. Everyone learns from, and teaches, everyone else. Women from Boyocá (a cold, high province) teach how to cook potatoes, while women from hot climates teach about plantains and fruit. With the help of a nutritionist, they cook good food and learn how to prepare nutritious meals at home.
     
  4. Youth activism and research: All of the armed groups in Colombia (the FARC, the ELN, the autodefensas, the drug lords, the army, and common gangs) recruit members in poor neighborhoods, but a group of teenagers from Taller de Vida works against them. These “Youth social researchers” take videos and photos and study their neighborhoods, then broadcast their findings on a monthly TV show. The researchers document human rights violations (violence, press gangs, threats, “social cleansing,” kidnapping), but they also film what’s good about their communities, like the strength of campesino traditions, and they interview people with the courage to work for peace.

    The project also revives refugees’ identities. One boy who came from Chocó (on the Pacific coast) said, “Before I came to Bogotá, I didn’t know I was black. But I came, and people hated me because I was back. But when I take photos, I can teach everyone how beautiful my culture is.”

    The impact of the program is stunning. Several years ago, refugee communities like Soacha and Usme looked at black youth with fear and loathing -- in the social imaginary, they were the font of all evil. Today, however, black youth are seen as community leaders and role models for other kids. When these kids built a park in Soacha, local mothers began to tell their children, “Look at that! But you know, we could do it, too.”

    Kids in the Youth Researchers program also wrote and star in a play, “The world is out of joint,” about their experiences in the war. It relates the horrors that they have lived, but, in good Colombian style, it’s a comedy.

     
  5. Youth Peacemakers. Collaborating with NGOs in other countries at war, Taller de Vida coordinates a group of young men and women who mediate conflicts. They negotiate peace agreements between local gangs and they go to schools to teach about peace and justice.

Because many NGOs have asked Shine a light to find ways to work in violent contexts, we asked Taller de Vida for advice. Director Haidy Duque offered several ideas

  1. Don’t think of the kids as victims or perpetrators of violence, even though they are. Think of them as bearers of resources. The challenge is to make those resources into strengths.
  2. Kids who are respected in their communities don’t join gangs. You have to open a space in which kids can become activists and make a difference, then you have to teach the community (and the institution!) about the difference the kids make.
  3. Value diversity! Diverse children have to do more than tolerate each other: they must learn from and love difference.
  4. Teach kids about politics. When the understand injustice and violence, they’ll know how to work against it.

Nadie sabe cuantos refugiados viven en Bogotá, pero la cifra fácilmente podría llegar a más que un millón. La guerra civil lanza cada día más familias a la ciudad y sus niños, que no están preparados para entrar a los colegios urbanos, salen a la calle para trabajar o para reducir la carga económica que sufren sus padres. Todos tienen cicatrices de la violencia y pocos saben cómo vivir y convivir en una ciudad de 8 millones de habitantes.

Taller de Vida surgió en 1993 para revindicar los derechos de los refugiados (en Colombia, se habla de “desplazados,” porque un “refugiado,” según las ONU, ha cruzado una frontera internacional). En ese momento, los desplazados eran líderes comunitarios, conscientes políticamente y expulsados de sus comunidades por las autodefensas (guerrilla de derecha) y esta gente formó la dirección del Taller. Al principio, el programa era para madres, pero ellas llegaron con sus hijos y había que encontrar algo para ellos también.

Ahora, el perfil de Taller de Vida ha cambiado. Los desplazados ya no son líderes, ni izquierdistas -- las autodefensas y las guerrillas están echando a todos del campo. Muchos son afro-colombianos, un choque en la blanca y ladina ciudad de Bogotá.

Taller de Vida promueve varios proyectos para incluir a los niños desplazados en la vida ciudadana, para revindicar sus derechos humanos, para mejorar su calidad de vida y para concientizarlos.

  1. Escuelas. Muchos niños campesinos han asistido poco a la escuela y otros no se encuentran en el nivel correcto de acuerdo a su edad (un muchacho de 15 años en la primaria). Pocos tienen la costumbre de pasar por la ciudad para asistir al colegio y todos sufren de exclusión social, por su raza, acento, descendencia y condición de desplazados.

    Con Amnistía Internacional, Taller de Vida armó un proyecto de investigación y inclusión. Descubrieron por qué los niños desplazados habían abandonado a la escuela, y por qué hubo poca tolerancia a ellos de parte de los maestros y administradores. Con esta información, se impulsó un proyecto de nivelación académica y de concientización a las escuelas. Ahora no podemos decir que las escuelas incluyen a todos los niños, pero las condiciones son mejores.

    El trabajo con los profesores empieza con sensibilizar, “porque hay muchos que ni saben cuales son las consecuencias de la guerra y no entienden por qué, de repente, hay niños negros en sus clases”. Después, capacitan todos los profesores en cómo integrar a los niños en la clase y cómo evitar que los otros niños excluyan a sus pares desplazados. Por fin, acompañan a los profesores en la clase y enseñan, cotidianamente, cómo rescatar los saberes del niño. En una clase de biología o ecología, por ejemplo, un campesino sabrá más de animales y tierras. En una clase de política, su perspectiva es importantísima.

    Finalmente, Taller de Vida valoriza el trabajo de los profesores. La investigación comprobó que muchos maestros excluyen sus estudiantes por cansancio y baja auto-estima y el Taller intenta contrarrestar esta tendencia.
     
  2. Talleres. La violencia y la guerra intentan negar a la humanidad, pero arte y comunicación la recuperan. Taller de Vida patrocina talleres de danza, teatro, y música para revindicar el arte campesino y la herencia afro-colombiana -- y también para enseñar a la gente urbana sobre su riqueza y diversidad. "Un buen resultado de la maldita guerra," dice la directora de Taller de Vida, "es que mezcla los grupos segregados, y permite un co-aprendizaje."

    Sin embargo, esta mezcla no ha tenido buenas consecuencias hasta ahora. A la muy protocolaria gente bogotana, no le gusta que los desplazados afros toquen su música a alto volumen. La ropa, las costumbres, y el comportamiento generan odio mutuo, por falta de entendimiento. Así, pues, todos los talleres enseñan cómo convivir con el otro -- y todas las obras para el público intentan fomentar la tolerancia.

    Investigaciones cuidadosas han probado que los niños y las niñas participantes en los talleres, a pesar de las cicatrices de la guerra, tienen mejor destreza motriz, son más capaces de hablar en público, y conocen mejores sus derechos (de edad, de género, y humanos) que otros chicos de su edad.
     
  3. Medicina y salud. Familias campesinas no saben como nutrirse en Bogotá. La comida es diferente y muy cara, y no hay leña para la estufa. En la casa donde se hacen los talleres (en Usme, un barrio de desplazados), las madres de los chicos vienen a cocinar el almuerzo para todos. Las unas aprenden de las otras, y enseñan a las otras. Una mujer de Boyacá (tierra fria) enseña cómo cocinar la papa, y las de tierra caliente enseñan sobre plátanos y frutas. Con la ayuda de una nutricionista, preparan buena comida que pueden imitar en la casa.
     
  4. Protagonismo y investigación juvenil. Todos los grupos armados (FARC, ELN, Autodefensas, narcotraficantes, ejército, y pandillas de delincuencia común) reclutan en los barrios pobres, pero hay un grupo de jóvenes que contrarresta su influencia. Los “jóvenes investigadores sociales” hacen videos, fotos, y estudios de sus barrios, y los difunden a través de un programa de televisión. Los jóvenes documentan y denuncian las violaciones de los derechos humanos (violencia, reclutamiento forzado, amenazas, limpieza social, secuestros), pero también documentan lo bueno de la comunidad, la persistencia de lindas tradiciones, o la gente con el coraje de hacer la paz.

    Este proyecto también revindica la identidad de los desplazados. Un niño que provenía del Chocó (Pacífico), dijo, “hasta que vine a Bogotá, no sabía que yo era negro. Pero vine, y la gente me odiaba por ser negro. Pero con las fotos, les puedo enseñar la belleza de mi cultura.”

    El impacto de este programa es impresionante. Hace unos años, las comunidades de Usme y Soacha (sur de Bogotá) veían los jóvenes negros con miedo -- ellos eran (en el imaginario social) la fuente de todo mal. Ahora, los jóvenes negros son vistos como líderes comunitarios, y referentes para los demás jóvenes. Cuando construyeron un parque en Soacha, las madres empezaron a decir a sus hijos: “Miren, pibes! Uds. lo pueden hacer, también.”

    Los jóvenes también presenta una obra de teatro, “El mundo anda suelto,” sobre la guerra. Cuenta todo el horror que ellos han vivido, pero en buen estilo colombiano, es una comedia.
     
  5. Jóvenes constructores de paz. En cooperación con ONG en muchos paises en guerra, Taller de Vida tiene un grupo de jóvenes mediadores de conflicto. En la comunidad, hacen paz entre las pandillas y los actores armados, con diálogo y la construcción de una ciudad más viable. También van a las escuelas (de todas capas sociales) para sensibilizar a los profesores y a los estudiantes.

Taller de Vida puede enseñar mucho a otras ONG´s que deben trabajar en un contexto de violencia. Así pues, Shine a Light pidió sus consejos.

  • La primera cosa importante, dice la directora, es ver a los niños no como víctimas ni como victimarios (aunque lo sean), sino como sujetos portadores de recursos. El reto es cómo potencializar los recursos.
  • Segundo jóvenes que son protagonistas, respetados en sus comunidades, pocas veces se hacen victimarios -- y, pueden superar a las huellas de la violencia. Hay que abrir espacio por este protagonismo y hay que construir respeto -- en la comunidad y en la institución.
  • Tercero, hay que valorizar a la diversidad, para que los jóvenes sean un modelo de una comunidad no solo tolerante, sino amador de la diferencia.
  • Por fin, formación política les permite a los jóvenes entender y superar el contextp de la violencia -- educación popular y militancia política son necesarios.